Petrópolis Rural: o Vale das Videiras
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Considerado pelas revistas especializadas como “o mais belo reduto ecológico da região rural de Petrópolis”, o Vale das Videiras fica no Alto Araras, entre a Serra de Araras e a Serra da Ponte Funda.

Em reportagem sobre “Os Novos Refúgios da Serra Fluminense”, a jornalista Patrícia Malavez, da revista VEJA-RIO, destaca:

Há dez anos, Itaipava, o mais badalado distrito de Petrópolis, era sinônimo de sossego. Já existiam pousadas aconchegantes, restaurantes de qualidade e um mínimo de opções de compras, mas o que se impunha eram as montanhas maravilhosas, o verde exuberante, o clima ameno, em torno de 15 graus, com quedas geladas de até 8 graus. Vida noturna era praticamente inexistente, e quem se importava? Buscavam-se ali o prazer de tomar um vinho ao calor da lareira, o silêncio cheio de sons da natureza, o céu infinitamente estrelado. Hoje, pousadas e restaurantes de multiplicaram na região, chegaram os shopping centers, e a noite, ao menos nos fins de semana, é uma criança para quem quer. A natureza continua exuberante, há recantos encantados para passeios, mas os desbravadores, aqueles que querem mesmo esquecer a cidade, curtir uma clima rural, já não se satisfazem em ficar por ali. Para esse, é ótimo que Itaipava esteja pertinho, a vinte minutos de carro. Pelo menos. Quem busca o sossego que outrora era a marca principal de Itaipava procura outros espaços entre as montanhas da Serra. Lugares como o Vale das Videiras, no alto de Araras, um paraíso para quem curte trilhas na Mata Atlântica, noites silenciosas e uma pitada de conforto urbano.”

Situado entre duas área de preservação ambiental (Reserva Ecológica de Araras e Zona de Proteção Ambiental da Ponte Funda), o Vale das Videiras é rico em natureza: riachos, cachoeiras, diferentes espécies de vegetais e animais.

No Brasil Colônia, e depois no Império, as terras hoje conhecidas como “Vale das Videiras” pertenciam à então Comarca de Vassouras, hoje município limítrofe. Impróprias para a cultura de café, essas terras serviam apenas como passagem para viajantes que vinham ou iam do Rio de Janeiro e Petrópolis para Vassouras, Secretário, Juiz de Fora e terras de Minas Gerais. Nos últimos anos do Império, as famílias Rispoli e Imbeloni, vindas do sul da Itália, tentaram a produção de uvas na região, surgindo daí o nome “Vale das Videiras”.

Hoje, o Vale das Videiras produz hortaliças, frutas, mel, leite, coelhos, cogumelos e outros tantos produtos rurais utilizados pelos restaurantes do chamado “Vale Gourmet”.

Em torno do pequeno centro urbano do Vale das Videiras, encontramos um coreto, escola, farmácia, posto de gasolina, pizzaria e lojas de decoração e artesanato. Estradas de terra e belas trilhas partem dali e passam por montanhas, matas, riachos e antigas fazendas. São caminhos centenários que levam a lugares como o Vale das Princesas, Estrada do Imperador, Fazenda Inglesa e Rocio. Noutro sentido, outras estradas de chão passam por plantações de tomate, até chegar a Paty do Alferes, Miguel Pereira, Secretário e Paraíba do Sul. São roteiros consagrados para cavalgadas ecológicas, passeios a pé, de bicicleta, de moto ou camionetes com tração nas quatro rodas.

As duas faces Centro histórico
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